Psicanálise

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O Psicanalista Clínico ou “Psicoterapeuta” é um terapeuta no sentido mais amplo da palavra, na antiguidade Grega, designava aquele que, escolhendo a causa do guerreiro, colocava suas forças físicas, emocionais e espirituais a serviço de um guerreiro. Pátroclo era o terapeuta de Aquiles. Homero disse que o terapeuta é o duplo daquele a quem serve, que é de quem no fundo ele retira suas forças; ele também deve permanecer em estreita comunicação com o Senhor, se pretende guardar a ambos e manter-se eficiente. Hoje, o termo Terapeuta refere-se mais facilmente a um auxiliar da medicina do que ao próprio médico, e conota uma certa desigualdade em relação aos cuidados oficiais, um espaço de liberdade, de mistério e de esperança.

Gerda Boyesen vê o Terapeuta como “uma pessoa purificada e bem sucedida ao ponto em que toda vontade de poder, toda necessidade de exercer um poder, ou de ser reconhecida, desaparecem, uma pessoa que só atua em relação a seu paciente com fraternidade de alma e sensibilidade (AMOR). No espaço da sessão ou no espaço do grupo, ele está lá, inteiramente lá, espelho e doador de energia, coador para a consciência em sua aventura interior”.

Os objetivos do Terapeuta são de restabelecer o equilíbrio e a espontaneidade num ser maltratado por sua personalidade secundária, de devolver a liberdade e a criatividade a uma consciência prisioneira do medo, de permitir-lhe sua expansão em direção ao infinito através e além do imaginário. O trabalho de todo terapeuta é investir no amor e no auxílio a seus clientes para ir “do não-ser ao ser, da opacidade à transparência, da mortalidade à imortalidade” (Gerda Boyesen, 1985).

Para aquele que acredita não ser possível mudar nada em sua vida, os conceitos e preconceitos individuais são construídos a partir da interpretação pessoal do meio em que se vive, principalmente o ambiente familiar e a educação que cada um recebe. É necessário o conhecimento da dinâmica familiar na estruturação individual, bem como perceber e entender as fantasias criadas na infância, para que as emoções não perturbem o desenvolvimento menta e encaminhador do raciocínio em busca da verdade ou de uma finalidade almejada, harmonizar o emocional.

O trabalho de harmonização do emocional é paciente, partindo dos traumas reais ou fantasiosos até eliminar todos os desencontros afetivos, visando chegar ao bem estar.

A melhora da qualidade de vida (conhecimento e entendimento), é também a formação de um Psicanalista consistem em uma construção artesanal: aula por aula, palavra por palavra, sessão por sessão, conscientizações umas após as outras, promovendo mudanças gradativas na qualidade do pensamento e, consequentemente, no comportamento do indivíduo, através do entendimento das emoções e sentimentos.